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Santa Casa da Misericórdia
Nossa Senhora do Socorro de Tarouca

As Origens
As
Misericórdias são as instituições mais originais, mais
duradouras e sólidas de todo o mundo lusíada. Um movimento
extraordinário, inspirado nas virtudes cristãs de prática das Obras de
Misericórdia, professadas pela sua Fundadora - D. Leonor, Raínha de Portugal
- e assente nos valores perenes da solidariedade, que sempre, como hoje, procuram
cultivar.
"Defendemos a toda pesoa que daquy em
diante,
nesta çydade non esmolla..."
(D. Leonor, 13 de Setembro de 1498, Lx.)
Pautada por uma assumida humildade, criadora de
hospitais, de confrarias, desdobrando-se em múltiplas iniciativas de verdadeiro
mecenato, a Raínha das Misericórdias é uma das mais importantes
personagens da nossa memória cultural. Fascinado pela Obra, e pelas
adversidades da sociedade da época, depauperada por uma guerra - a da
Restauração da Independência - que, em Tarouca, deixou profundas
cicatrizes, Miguel Rebelo Coelho do Amaral e Vasconcelos, em 1683, funda uma Santa
Casa da Misericórdia. Que hoje, como então, só pretende fazer o
Bem.
Os Marcos da caminhada:
Até 1957 - Cumprindo a sua missão
de ajudar os pobres, com nobreza.
Até 1958 -
Início da inolvidável epopeia do atendimento público
hospitalar.
A CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DA
MISERICÓRDIA FOI SUPORTADA EM MAIS DE 62% DO SEU CUSTO GLOBAL, PELOS
TAROUQUENSES, PARTICIPANDO EM CORTEJOS DE OFERENDAS, MÃO DE OBRA E
DÁDIVAS PARTICULARES!
1975 - O hospital é retirado à
Santa Casa da Misericórdia... que limita a sua actuação a
ligeiros serviços de Ambulância.
1983 - São redigidos, e submetidos a
aprovação, novos Estatutos, tendentes à iserção
da Instituição, na nova dinâmica experimentada pelas Santas Casas.
1984 - É adquirida a casa onde vem a
funcionar o Lar, a partir de Novembro de 1986.
1986 - Abre o Centro de Dia.
1990 - Em Setembro, abre a primeira Creche, com
vinte e cinco Crianças de idades compreendidas entre os três meses e
três anos.
1993 - Abre o Jardim de Infância, com vinte
e cinco Crianças.
- É inaugurado o actual edifício, que é o orgulho desta
instituição.
Observando as mais sofisticadas técnicas de construção civil,
alia a
importância arquitectónica às mais exigentes normas de
conforto e bem
estar, em benefício de todos os utentes.
1994 - Inicia-se o Apoio Domiciliário.
- Entrega das refeições, de segunda a sábado, assegurando
neste dia a
entrega das refeições de domingo;
- Higiene pessoal, diária;
- Higiene da habitação (opcional).
1996 - Entra em funcionamento o ATL.
A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA fornece as
refeições, aos
Jardins de Infantis da rede pública de:
- Eira Queimada
- Dalvares
- S. João de Tarouca
- Mondim da Beira
- Escola do 1.º Ciclo (Deficientes)
O bem-estar social que se privilegia:
- Assistência médica
- Férias de Verão (15 dias) para todos os idosos
- Passeios regulares a Fátima e a outros locais de interesse.
- Intercâmbios e actividades conjuntas com Crianças.
- Comemorações por ocasião de Festas Populares e outras.
Contrução do hospital da
Misericórdia
HOMENAGEM E GRATIDÃO A TODA A
POPULAÇÃO QUE SE ENVOLVEU NA SUA CONSTRUÇÃO, EM ESPECIAL A:
Alberto Martins - Provedor
Dr. Victor
Osório de Gouvêa - Distinto Director Clínico
E a todos os que comungam igualmente dos Valores de
Solidariedade e do Humanitarismo Cristão, em busca de um Mundo Melhor.
Património da Instituição:
- IGREJA DA MISERICÓRDIA
- EDIFÍCIO DO LAR DA MISERICÓRDIA
- IMÓVEL NO CENTRO DA VILA
(onde residiu o Exmo Dr. Victor Osório de
Gouvêa, Benemérito da Instituição).
- HOSPITAL DA MISERICÓRDIA
(onde virá a funcionar uma Unidade de Cuidados Continuados - Hospital de
Retaguarda - e um Lar de Acamados)
- QUINTA DO CANDEÍNHO
(que, em futuro próximo, virá suprir, em mais de 60%, as
necessidades diárias da
Instituição, em termos de produtos agrícolas).
- RÉS DO CHÃO
(doado pela Câmara Municipal no edifício
de habitação social, onde funcionou o Infantário e actualmente a
servir o ATL).
Hospital
de Tarouca
Do edifício do antigo hospital de Tarouca nasceu uma
UNIDADE DE APOIO INTEGRADO
e uma UNIDADE DE VIDA AUTÓNOMA. Ideia desde há
muito amadurecida pelo actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Lucílio
Fernando Assunção Teixeira, tornado realidade.
O edifício onde funcionou o antigo hospital e depois o Centro de Saúde,
sofreu uma profunda remodelação de modo a poder albergar estas unidades.
Tem dezoito camas para apoio integrado e sete camas para a U.A.I., ou seja, unidade
hospitalar de retaguarda para que um doente que seja operado, por exemplo, possa, depois
de sair do hospital, ali permanecer com cuidados médicos, de enfermagem e de apoio social
até ter alta. Esta estrutura funciona para todas as idades.
Também serve de internamento
de alguém que vá fazer uma operação e necessite de uma
preparação adequada. Desta maneira libertar-se-á mais espaço nos
hospitais distritais e as pessoas sentir-se-ão mais protetegidas.
A U.V.A. será um serviço que dá apoio a
pessoas com deficiência mental e atrofia autonomia, mas que possam, ajudadas,
recuperar uma certa autonomia e fazerem alguns trabalhos específicos para cada caso.
Pretende-se que, mais tarde, depois de mais desenvolvidas as suas capacidades próprias,
produzam alguma coisa útil. Pretende-se também com isto, dar
condições e ajudar os familiares a resolverem estes problemas, tantas vezes
traumatizantes.
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