BANDAS FILARMÓNICAS DO CONCELHO

Existem actualmente no concelho 4 bandas filarmónicas:
Tarouca, Salzedas, Eira Queimada e Gouviães.
Todas elas com fundação bastante remota.
No passado existiram ainda as bandas de
Mondim da Beira e Vila Chã da Beira

    Banda Musical de Tarouca Banda de Tarouca actualmente acredita-se ter sido fundada por volta do ano de 1830. Não há conhecimento de qualquer documento que o confirme, mas pessoas idosas afirmam ter ouvido dizer a seus avós que já existiria no tempo da juventude deles. Com períodos de interrupção de funcionamento, sempre se reorganizou porque a paixão tradicional pela música, bem arreigada nas gentes deste concelho, foi superando as dificuldades que iam surgindo, e as saudades não demoravam a apertar: lá se reorganizava, ensinava-se mais uma " mão cheia" de jovens para suprir a falta de alguns músicos antigos que, por qualquer motivo não Banda 

	de Tarouca em 1932 podiam voltar e lá estava a banda novamente a animar os arraiais e a abrilhantar as festas religiosas e outras.
    Muitas vezes havia que  vencer grandes distâncias com longas caminhadas a pé quer fizesse frio, calor, chuva ou canícula, serra acima serra abaixo, com uma magra recompensa que nem dava para pagar as solas rompidas.
    Actualmente esta banda passa por uma fase de alguma prosperidade relativamente ao passado, quer em elementos humanos, com muita juventude bem preparada pelas escolas de música actualmente existentes por todo o Concelho, quer materiais, com instrumental e fardamento sempre renovados.
    Hoje pode-se dizer que existem condições no Concelho para se formar uma filarmónica apta a executar repertório de elevado nível artístico que honre a tradição musical do Concelho e a memória de uma boa mão cheia de Tarouquenses que se distinguiram no panorama musical do País e encha de orgulho todos os que sempre manifestaram carinho pela sua banda.

Sociedade Filarmónica de Salzedas Banda 

	Musical de Salzedas executando o seu repertório em frente da histórica

        Igreja da sua terra foi constítuida em 2 de Abril de 1830, evolução de um quinteto de instrumentos de sopro existente anteriormente e que acompanhava o coro de frades beneditinos nas celebrações religiosas do Convento de Santa Maria de Salzedas.
É esta banda um exemplo de continuidade, pois desde a sua fundação nunca experimentou qualquer período de interrupção, contribuindo para este facto a fidelidade de grande parte dos músicos que por ela passaram e que lhe dedicaram quase toda a sua vida.
     Actualmente esta filarmónica Banda Musical de Salzedas há 50 anos é composta de cerca de 40 executantes todos naturais e/ou residentes em Salzedas.
     A sua sede e sala de ensaios situa-se desde o início da sua fundação num espaço anexo à igreja conventual, no lugar onde outrora se situava a farmácia do mosteiro. No seu interior existe um espaço onde cuidadosa e carinhosamente guardam muitos instrumentos antigos, alguns dos quais centenários.

Δ

Banda Musical de Gouviães Fundada em 1877, teve as suas Banda Musical de Gouviães primeiras actuações públicas em 1880 durante as festas de Páscoa em Gouviães e Ucanha.
O seu principal fundador foi Manuel Ferreira que aprendeu a tocar cornetim por si mesmo, tendo aos 20 anos incorporado o Regimento de Infantaria de Lamego, onde consolidou os seus estudos musicais. Regressado do serviço militar transmitiu os seus conhecimentos a outros conterrâneos, nos quais se incluíam seus filhos e que viriam a fazer parte da banda. Testemunhos do passado brilhante Banda Musical de Gouviães há 50 anos desta banda, são os numerosos  músicos que, um pouco por todo o país e até no estrangeiro, têm ocupado lugares de destaque, quer como solistas ou maestros de bandas ou orquestras, quer como compositores ou professores em Conservatórios e Academias de Música.





Banda de Eira Queimada surgiu esta banda no início dos anos 40 do século XX pela carolice de Jorge Ribeiro, Banda 

	de Eira Queimada actualmente elemento da Banda de Gouviães que havia integrado também a banda do regimento de Infantaria 9 em Lamego no cumprimento do serviço militar. Para tal e a suas expensas, adquiriu instrumental usado à Banda de Salzedas e com elementos das bandas de Tarouca, Salzedas, Figueira e locais, deu início às actuações.
Após o falecimento do seu fundador em 1956, seguiu-se um período de alguma instabilidade com mudanças frequentes  de maestros, embora se mantivesse em actividade. No início dos anos 60, com a admissão de novos elementos, esta banda mantém até hoje a estabilidade que garantem a sua continuidade e qualidade, com o apoio de uma escola de música permanente.
     Longe vão os tempos em que as deslocações eram feitas a pé para satisfazerem os compromissos assumidos. Grupos de músicos saíam à tarde, caminhando e tocando, dormindo onde calhava e, no dia seguinte, lá se encontravam no local e na hora certa para a actuação.
     De salientar a fidelidade que algumas localidades de certa importância no norte do país mantêm para com esta banda que há quase 20 anos não a dispensando nas suas festividades.

   

 

 

 

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